Terça-feira, Setembro 25, 2007

Mudei(me)

Tenho um cantinho novo. Sem pretensões. Só para partilhar momentos.

Sábado, Fevereiro 24, 2007

uma pausa por tempo indeterminado...

...porque não me tem apetecido partilhar palavras. Até qualquer dia.

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procurem-me aqui.

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

será que os gatos também sonham?

by anitacanita

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Rodar os ponteiro do relógio para trás...

...e recuperar o tempo perdido

...despertar mais cedo

...e mudar, simplesmente mudar.

Terça-feira, Agosto 29, 2006

incursões fotográficas

Gosto de fotografias. Gosto de andar de máquina na mão à procura de pormenores. De coisas bonitas que só o são depois de olhar outra vez. Gosto de momentos.

Não sei fotografar, mas gosto de tentar.

flor flutuante

by anitacanita (Marvão 2006)

refúgio na árvore

by anitacanita (Marvão 2006)

Sábado, Julho 22, 2006

Ironia

Escrever coisas tristes num caderno com smileys na capa.

Segunda-feira, Julho 17, 2006

Um pedacinho mim (ou uma tentativa de me definir)

“Mamã…sabes? Eu quando for grande vou estudar muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito… para ser pastora!”

Pois, é verdade, aqui a vossa amiga já quis, de facto, ser pastora, e o melhor é que pensava que se tinha de estudar até queimar as pestanas. Tudo bem, tinha para aí três anos, mas sinceramente até percebo porquê… é aquela imagem bucólica, do pastorinho solitário, rodeado pela natureza, que simplesmente precisa de olhar as ovelhas, enquanto toca harmónica, com o fiel cão pastor deitado ao seu lado.

Como podem perceber, o que me atraia quando era mesmo pequenina, era os bicharocos, as árvores e o sossego. Agora sou uma quase Dra. Psicóloga, que quer trabalhar numa escola a aturar outros bicharocos e onde há tudo menos sossego. De facto existe uma fauna variada, mas há que aceitar que não é a mesma coisa, até porque me lembro de certo dia, tinha eu uns 10 anos, ter dito à minha mãe que gostava muito, mas muito mais de animais do que de criancinhas…

Ao longo da minha curta existência já me imaginei a ter as mais variadas profissões, desde jornalista a mecânica, ou até mesmo a brilhante ideia de ser bióloga marinha, o que era de facto excelente porque tenho medo de nadar.

Ser escritora era outro sonho que se ficou pelo caminho… onde arranjar a disciplina e força de vontade, se nem uma porcariazita de blogue sou capaz de manter? É desesperante ter receio de fazer coisas que me dão prazer só porque dão trabalho. Será o medo de falhar que me deixa transida e incapaz de me mexer? Facilmente passo de uma ideia para outra, de uma actividade para outra. A curiosidade e entusiasmo inicial são rapidamente substituídos pela vontade de desistir, porque podem começar a exigir-me coisas que posso não ser capaz de fazer. É então melhor começar de novo, arranjar outra coisa de que goste, o que nem é difícil porque gosto de tanta, mas tanta coisa.

É por estas e por outras que chego à conclusão que sou volátil. Inconstante em tudo na minha vida. Às vezes quero muito uma coisa que me parece impossível viver sem ela, e então surpreendo-me com a facilidade com que o desejo passa. O entusiasmo desaparece. Puf! Afinal já não quero, prefiro outra coisa que daqui a momentos vai deixar de me interessar.

Sábado, Novembro 05, 2005

Tristeza

Os que se acham fortes chama-me fraqueza, os românticos chamam-me melancolia, os músicos chamam-me blues, os doutores chamam-me perturbação depressiva major e ela chama-me, pura e simplesmente, tristeza.

Apareço do nada e recuso-me a desaparecer. Quando ela pensa que me fui embora, riu-me na sua cara, assim, de repente, para a deixar assustada. Enrolo-me como um polvo à volta das recordações dela e inundo-lhe o pensamento com tinta escura. Pairo sobre a sua cabeça, negando-lhe luz e calor.Congelo-lhe os movimentos e o tempo passa sem ela se aperceber.Ela não consegue agir, não consegue gostar e, melhor ainda, não consegue sorrir. Faço com que o simples esboçar de um sorriso seja tão doloroso, que ela evita ao máximo fazê-lo. Eu gosto que ela se sinta assim, incapaz de se olhar no espelho, demasiado cansada para pentear o cabelo. Demasiado cheia para comer. E é desta ausência de vida, desta falta de esperança, que eu me alimento. E torno-me cada vez mais forte, mais negra, como uma nuvem carregada de chuva.
Ela chora. Chora para que a nuvem negra se comece a dissipar. Como eu gosto de a ver chorar!

Tenta dormir, minha querida, tenta dormir que eu talvez desapareça... e assim, num sono entorpecido, talvez possas sonhar que eu me fui embora.